sábado, 26 de fevereiro de 2011

Permita-se

Não somos livres, ao menos socialmente. Para sobreviver precisamos ter nossas pequenas jaulas, ter nosso pensamento formado e nossa verdade estabelecida. Precisamos seguir padrões. Mesmo quem tenta fugir está sujeito a eles de uma forma ou de outra. Esse é o objetivo de quem controla a sociedade, de mantê-la em total domínio para que não questionem jamais suas capacidades, não busquem suas felicidades e não protestem contra as injustiças. Estamos sujeitos a confundir bem estar com comodidade, a confundir sucesso com bens materiais, a confundir amor com sexo ou companhia, a confundir felicidade com status social.

E em meio a tanta ausência de liberdade, aprendemos a engaiolar a nós mesmos, internamente. A única chance que temos de libertação é a nossa consciência, mas buscamos enchê-la também de verdades e pré-conceitos estabelecidos, sem permitir nada do que fuja dessas regras que ditamos a nós mesmos. Não é verdade que você aprendeu a odiar dias chuvosos e segundas feiras, por exemplo? Não é verdade que evita até mesmo espirrar alto em lugares públicos? Para para pensar em quantas coisas evita fazer todos os dias e que na verdade não possui explicação alguma...

Essa é a mensagem que quero deixar. Permita-se. Somente isso, e nada mais. O ato de permitir não tem regras e não precisa ser treinado, basta deixar fluir suas vontades. 
PERMITA-SE conversar com desconhecidos, pois eles podem fazer parte de sua vida e se tornar pessoas importantes.
PERMITA-SE cantar e dançar quando tiver vontade, independente do lugar onde esteja.
PERMITA-SE fazer piadas ao seu chefe e atirar bolinhas de papel em seus colegas.
PERMITA-SE amar e ser amado, independente de ser ou não correspondido.
PERMITA-SE fazer brincadeiras de criança, a brincar de balanço, de corda ou de carrinho.
PERMITA-SE ser artista pelo menos por um dia.
PERMITA-SE usar aquela roupa que nunca teve coragem de usar.
PERMITA-SE andar na chuva sabendo que irá se molhar de qualquer jeito.
PERMITA-SE comer manga e beber leite.
PERMITA-SE duvidar das coisas mais óbvias como o azul do céu.
PERMITA-SE rir de si mesmo.
PERMITA-SE ser ridículo sem peso na consciência ao menos uma vez.
PERMITA-SE ser feliz todos os dias de sua vida. 

A vida apresenta a nós todos os dias uma infinitude de maravilhas totalmente gratuitas e que nunca são desfrutadas, pois o ser humano acredita que estará mais feliz indo atrás de status e bens materiais. Uma bolinha de papel, um pouco de barro, a chuva... tantos privilégios oferecidos, tantas riquezas que nunca são desfrutadas. Por esse motivos, nunca mais deixe os padrões da sociedade lhe corromperem, ou deixarás de tomar banho de chuva com medo da gripe, deixarás de tomar banho de barro para não sujar suas roupas, deixará de cantar e dançar para não passar vergonha...e terás perdido para sempre oportunidades únicas de ser livre e feliz de verdade. Se a sociedade não permite a liberdade que você tanto deseja, ao menos comece-a por si  mesmo!!

Nunca desperdice as pessoas

Não há como negar: somos animais essencialmente sociáveis. Nada conseguimos realizar sem o trabalho ou auxílio de outras pessoas. Parando para pensar, quantas pessoas estiveram presentes no processo completo para montar um computador, por exemplo? O próprio fenômeno da multiplicação humana possui a condição de necessitar de duas pessoas para que aconteça. Enfim, nossa vida toda somente possui sentido pelo fato de haverem outras seis bilhões de pessoas à volta, pois do contrário estaríamos fazendo o que aqui.?Eu não escreveria esse texto se ninguém o lesse...e tudo o que fizemos na vida (tudo MESMO) é feito esperando uma resposta imediata do grande globo social. É por isso que nos preocupamos em estar bem vestidos, não fazer cocô na rua e outros...

Mas é bem notável que cada ser humano possui suas características, seu estilo de vida, enfim. Cada indivíduo é único. Teremos nossas afinidades e nossas repugnâncias diante de todos os tipos de pessoas. Porém, não devemos nos fechar dentro de nós mesmos achando que somos o máximo. Todos tem suas próprias razões para serem como são, possuem suas tristezas e alegrias, seus pontos fortes e seus pontos fracos, e ninguém merece julgamentos por isso. Quando nos fechamos ao contato com seres diferentes de nós, cometemos um insensível ato de egoísmo, visto que não estamos compartilhando a luz natural que todos temos dentro de nós, e não estamos deixando essa luz ser renovada por outras pessoas, que certamente tem muito a nos ensinar. Com isso, nossa luz corre grande risco de se apagar. Nossa missão é justamente compartilhar essa grande luz, e o amor é a ferramenta a ser usada para isso. 

É bem verdade que, num mundo onde há muito tempo os valores estão invertidos, está cada vez mais complicado envolver-se com os demais seres sem que haja aí conflitos ou buscas por interesses. As pessoas parecem prontas para nos machucar e defender acima de tudo as suas posições. Vivemos numa era em que o umbigo deve ser sempre o centro do Universo, onde cada um é por si e Deus está muito distante...Porém, o maior erro de qualquer um é seguir esse ritmo e tornar-se também um ser egoísta, afastando-se das outras pessoas e julgando as, acreditando que vivem em um estágio diferente do nosso, ás vezes melhor, ás vezes pior. Cometemos um grande desperdício de luz externa dessa forma, pois não temos como sobreviver de verdade sem ser iluminado pelos outros seres. Não deixa de ser uma forma de fortalecer a nossa própria luz. A cada vez que julgamos uma pessoa ou um grupo de pessoas, seja por sua aparência, suas atitudes ou suas características, deixamos de adquirir a nós mesmos uma grande e rica infinitude de aprendizados e experiências. Nossos olhos calejados naturalmente já não sabem fazer isso, mas devemos fazer o exercício de nos libertar até mesmo de nossos princípios se necessário para tirar esse proveito na vida. Tenho o privilégio de estar fazendo isso a mais ou menos quatro anos, quando conquistei amigos para sempre e aprendi a fortalecer a mim mesmo. Nunca mais deixei ninguém passar por minha vida sem deixar ao menos um pedacinho dela e levar um pedacinho de mim. E acredite, nada melhor que a sensação de poder se sociabilizar com todas as pessoas. Devemos sim ter nossa originalidade e nossas características, mas com a consciência de que elas mudam a todo o tempo e que nunca somos os mesmos seres sempre, e que portanto de nada adianta querermos nos preservar e nos fechar. Isso não representa corromper a nós mesmo, e sim dar liberdade à nossa vida, dar mais horizontes à nossas visão. Ao levar á luz a uma pessoa, estamos na verdade abrindo nosso interior para renovar a nossa. Grande parte dos males aos quais estamos sujeitos provém dos pré-julgamentos a que submetemos outras pessoas, ou então daquilo que deixamos de aprender com elas por acreditar que sabemos o bastante. Nunca devemos esquecer o que o grande Sócrates falou: "Tudo o que sei é que nada sei."

Para mudar essa nossa maneira de encarar as pessoas, há uma receita muito simples. Ame a todos, e desconsidere tudo o que ouvistes até aqui sobre o amor, pois ele não tem definição alguma. Esqueça os moldes que a televisão lhe impôs ou que sua família cultua, pois vivemos numa "família" muito maior, e devemos deixar sempre a casa arrumada.Aliás, não pense que está em uma ilha diferente e distante das outras pessoas, todos nós sem exceção estamos na mesma casa, porém em posições diferentes. Desenvolva sim as afinidades com as pessoas que mais lhe corresponderem, mas nunca deixe que somente essas façam parte de seu mundo. Não tenha medo de se ferir, pois as feridas também trazem muitas lições. Seja exemplo vivo disso, e mostre que instantaneamente podemos fazer do mundo um lugar melhor!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A distância do amor para a paixão

Afinal, quem nunca se apaixonou? A paixão é um dos sentimentos mais vendidos e mais demonstrados que conhecemos. Mas afinal, de onde é proveniente a paixão? E podemos defini-la como algo essencialmente racional ou totalmente irracional?

Apesar de todos sermos diferentes uns dos outros, a paixão possui suas regras universais, visto que provoca as mesmas sensações em todos os viventes. Quem de nós que, ao estar apaixonado, não pensou naquela pessoa especial logo antes de dormir e imediatamente após acordar, antes mesmo de perceber que estamos vivos? Quem nunca teve seu coração disparado ao ouvir o nome dela ou simplesmente ao lembrar da imagem de seu rosto sorridente? Quem nunca ganhou o seu dia ao receber um simples OI e acreditou que aquela pessoa estava correspondendo suas expectativas amorosas? E quem nunca se frustrou quando isso deixou de acontecer ou quando o OI foi destinado a outra pessoa? Quem nunca teve vontade de sair correndo comprar flores para essa pessoa e dizer de joelhos na frente dela o quanto ela representa, mas preferiu esperar um momento certo que talvez nunca chegasse?Quem já não escreveu cartas secretas para essa pessoa e a rasgou uma porção de vezes com medo de magoá-la? Quem já não tremeu e suou frio ao estar pertinho dessa pessoa, em especial ao cumprimentá-la educadamente com um beijo, abraço ou aperto de mão...e não conseguiu conter os músculos trêmulos ou aquele brilho comprometedor e incessante dos olhos. E o sorriso, então? O abraço torna-se inevitavelmente mais forte, o aperto de mão mais caloroso e o beijo mais longo e afetuoso. E aquela vontade quase incontida de pegar a mão daquela pessoa, ou quem sabe de lhe afagar os cabelos, pega-la no colo ou ficar no colo dela, de tomar banho de chuva juntos, fazer passeios noturnos a sós e trocar juras eternas debaixo de uma árvore, mesmo o ETERNO não durando mais que uma noite...Enfim, todas aquelas cenas gratuitas e belas que passam por nossa cabeça, nos trazem uma alegria ilusionária momentânea e nos enchem de esperança a tal ponto de nos negar a enxergar o outro lado, em especial a parte dos defeitos e aspectos que certamente provocariam conflitos futuros. Não queremos aceitar essa pessoa, a tal ponto de chegarmos ao estágio da cegueira. Não queremos levar um "fora", mas também por vezes não agimos para que a esperança ilusória se mantenha....

A pergunta que fica no ar: é bom ou ruim se apaixonar? A verdade é que os relacionamentos começam ou da paixão ou das necessidades materiais ou carnais. Mas será a paixão uma forma de manifestação do amor ou os dois nunca andaram lado a lado? Essa questão da cegueira da paixão é um tanto quanto polêmica, visto que naturalmente esse será o efeito dela, mas que sem ela nada efetivaremos no campo dos relacionamentos. E para aqueles que já se apaixonaram louca e verdadeiramente sem serem correspondidos, fica no ar a sensação de estarmos agindo errado ao se apaixonar novamente, como se estivéssemos a cometer os mesmo erros do passado. Por vezes tentamos amar em segredo até que passe, tentar engolir a paixão ou por vezes se afastar da pessoa ou tentar odiá-la. Se conseguimos isso, é sinal de que a paixão não era verdadeira, pois do contrário seria impossível destrui-la através desses métodos tão banais. A paixão verdadeira de alguma maneira aflora, ao ponto de escorrer pelo olhos em forma de lágrimas. E o fato de ser algo tão irracional e sem lei a torna ainda mais bela. Devíamos também conceber espécies de relacionamentos sem prisões, pois até mesmo o namoro é uma maneira de acorrentar os envolvidos a tal ponto que a paixão que tudo mantém aceso pode se acabar e ceder lugar à intolerância. Essa é mais uma regra universal, visto que NUNCA ENCONTRAREMOS  alguém que concorde com tudo o que somos e com tudo o que fazemos. É inevitável desentender-se, mas a paixão não deixa os males prevalecerem. Sendo a paixão uma manifestação do amor, é natural que ela tudo tolere e feche os olhos diante das maldades, mantendo vivo o desenjo de poder amar e ser amado sem firulas, com a mais absoluta liberdade. Deveria assim pemanecer sempre, mas quando tentamos colocar regras e rédeas no amor ele começa a comprometer-se e a rachar até que se esfarele por completo. Pensa-se depois de uma relação mal-sucedida que não se encontrou a pessoa certa, quando na verdade o que ocorreu foi intolerância de uma das partes ou de ambas. A intolerância pode por vezes ser necessária, mas precisa ter um limite e ser utilizada em doses homeopáticas.

Por todos esses motivo é possível afirmar categoricamente (mesmo que afirmações categóricas não existam) que o amor e a paixão podem sim se fundir de acordo com a lei universal do amor.  A paixão e a amizade possuem pontos muito em comum...a diferença é que a amizade permite uma liberdade muito maior, ao passo que o relacionamento amoroso tem um roteiro pré-determinado pela sociedade que prende duas pessoas em si mesmas. Justamente pelo fato de a sociedade ainda não ter estabelecido padrões para as amizades verdadeiras que elas são mais duradouras e mais tolerantes. O que devemos fazer é quebrar os paradigmas sociais que norteiam as paixões e buscar essencialmente a felicidade acima de todas as coisas, sem nem mesmo necessitar dar nomes aos sentimentos e relações que se vá desenvolver no futuro, pois acima de tudo devemos entender que podemos escolher ser livres para amar à nossa maneira...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Donos da verdade

A tendência maior de todo o ser humano dessa era é estabelecer as verdades universais. Dois mais dois sempre serão quatro. Certamente o Sol estará brilhando amanhã, e com certeza existirá um amanhã. Certamente já aproveitamos os suficiente de nossos potenciais, e é a mais pura verdade que o céu é azul. Nascemos com muitas certezas e respostas prontas na vida, e ganhamos prontinha a noção de "verdade" e de "mentira".
Mas considero um grandioso crime contra nossas capacidades mentais estabelecer verdades. Elas não permitem enxergar a complexidade do Universo e reduzem a nada a imensidão que representam a vida e o amor. Isso tudo fruto de uma sociedade doentia onde deve-se agir mais e pensar menos e onde jamais devemos explorar nossas capacidades a não ser as mecânicas.
E a mentira? Como defini-la simplesmente como o contrário da verdade, se o próprio termo "verdade" é duvidoso? Para haver "verdade" e "mentira" é necessário estabelecer julgamentos sobre todas as coisas. Mas que direito temos nós, seres humanos, de querer enquadrar o Universo inteiro dentro de leis e regras e condenar á mentira tudo o que não se encaixar nesses padrões pré-estabelecidos? Que direito nos é reservado eticamente de fazer julgamentos? Por que raios devemos dar nomes e características de todas as coisas e definir o que é verdadeiro e o que é falso a partir de nossos princípios? E como fica a questão da diversidade de pensamentos? Nenhum ser humano enxerga a "realidade" da mesma forma, são diferentes realidades. Como podemos dizer que algo é mentira, quando na verdade o ser humano jamais teve o direito de ser dono da verdade?
A divisão de valores entre verdadeiro e mentirosos deve ser feita tão somente em nosso interior, no âmago de nosso espírito, considerando tão somente os nossos valores, e nosso julgamento interior sobre a mentira e a verdade jamais deve se estabelecer como regra. Já estamos cheios demais de regras, precisamos de liberdade para esquecer que a mentira ou a verdade existem. Na verdade, elas não existem mesmo. A mentira só existe quando optamos por enganar a nós mesmos, e ainda assim ela se torna uma verdade dentro de nós. Nós, seres humanos, temos o péssimo hábito de nos considerarmos donos da verdade, seguidores de verdades absolutas, esquecendo que a vida é muito mais do que isso...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O ciclo do amor e da amizade

Temos nós, seres humanos, o péssimo hábito de acreditar que sempre somos e sempre seremos os mesmos. Deixamos os dias passarem acreditando que seremos eternamente jovens esquecendo que na verdade estamos a cada dia mais velhos. Acordamos achando ser os mesmos de ontem, quando na verdade as 24 horas anteriores certamente lhe mudaram algo. Nossas células mudam periodicamente, e somos uma novo ser a cada mais ou menos 10 horas!!!! Acreditamos que no dia seguinte iremos para o mesmo emprego, e faremos as tarefas da mesma forma, esquecendo que a cada dia estamos mais hábeis e mais forte. Vamos conversar com outra pessoa que também já não é a mesma devido a tudo o que acontece constantemente em sua vida...enfim, somos uma metamorfose constante, como tudo na vida. O mesmo rio nunca é o mesmo, a cada leva de água seu traçado é novo e vem uma água nova. As vidas também vão e vem.

Da mesma forma, acreditamos que os amores e as amizades também serão para sempre, exatamente da mesma forma. Duas pessoas que recém tornaram-se amigas acreditam que tudo será igual em suas amizades, que já conhecem o suficiente uma da outra e que nada irá surpreender um ao outro. Com os amores ocorre algo parecido. A paixão nos preenche a alma e cega totalmente, anestesiando-nos de verdadeiros males aos quais por vezes estamos nos submetendo sem perceber (e sem querer perceber). Tudo parece  maravilhoso e eterno.
Porém, devemos aceitar que as pessoas vão e vem em nossas vidas. Há aquelas que fazem parte de nosso lado sanguíneos, mas podemos estar anos-luz distantes delas sem deixar de conviver na mesma casa. Entretanto, podemos nos aproximar cada vez mais de uma outra pessoa conhecida por acaso, mesmo com uma grande distância física. Acredito que todas as pessoas que passam em nossas vidas possuem um ciclo a viver consoco. Começará sua relação conosco sendo um mero conhecido e estará cada vez mais em alta, até se tornar ou um grande amor ou um grande amigo. Haverá um ponto máximo, um clímax, até que nossas próprias caminhadas e o passar do dias nos afastam, ora repentinamente, ora bem lentamente. Esse ciclo pode reiniciar. As amizades toleram com mais facilidade que os amores o fechamento desse ciclo, justamente por ser mais traumático para quem ama. Se a amizade e o amor pudessem ser medidos em gráficos, veríamos que a amizade vai até um certo ponto e ali permanece por muito tempo, enquanto o amor chega a um ápice muito mais alto que a amizade, mas cai vertiginosamente, por motivos que há muito estão esclarecidos mas que a paixão insistia em ocultar. 
Existem casos em que uma amizade evolui também para uma relação amorosa, ou então casos em que uma tentativa amorosa acaba virando uma grandiosa e duradoura amizade. De qualquer forma, cada pessoa tem o tempo certo e uma oportunidade única de dar certo em nossas vidas, a não ser que invistamos sempre na renovação desse ciclo. Porém, o final de um ciclo de amizade e principalmente de um namoro é muito dolorido, e suas feridas podem afastar as possibilidades de um novo ciclo para sempre. Fica-se uma sensação de que é preciso começar do zero de novo, mas o fato é que nunca mais será  mesma coisa, as possibilidades se esgotaram e tudo o que era para ser vivido com determinada pessoa já se encerrou; De nada adianta pensarmos que se não tivéssemos deixado um ciclo de amizade virar uma relação amorosa essa dor poderia ter sido evitada. É impossível paramos esse tipo de ciclo, e seu crescimento é natural, bem como seu encolhimento.
Nossas relações são ciclos, embora a idéia possa ser bastante idiota. Mas veja pelos seus amigos de hoje, são os mesmo que você tinha há 5 anos. E se você possui uma amizade duradoura, certamente possuiu suas crises, assim como quem tem uma relação duradoura. Esses ciclos podem ser constantemente renovado, até quando houver energia o suficiente para tal. Por vezes após conhecermos a pessoa de verdade, em especial quando cai a venda da paixão, sequer nos esforçamos para isso. Mas nunca esqueçamos que indepentente do que a vida nos reserva, nos machucaremos sempre, ma devemos ser tolerantes e desfrutar de tudo de bom que quem passar pelo nosso caminho pode nos oferecer!

A "imbecilização" da sociedade - PARTE III: Novelas, filmes e programas de entretenimento

Finalmente chegada a conclusão da pequena trilogia de teses sobre a imbecilização da sociedade que ocorre nesse momento com o uso não mais das armas ou da Igreja Católica, mas sim por meio dos meios de comunicação de massa, em especial a televisão.
Talvez tenha ficado por último o tema mais longo a abrangente de todos: os programas de entretenimento. Obviamente que os meios de comunicação possuem essa função na grande maioria das famílias, seja ao ver um filme, uma novela, um futebol...é a velha política de pão e circo, mas nessa nova era podemos ter o circo dentro de nossas casas e não precisamos mais ter contato com nosso vizinho. As crianças passam em média 9 horas por dia na frente da televisão, que é a babá eletrônica do século 21, os pais quando não querem dar atenção a seus filhos os colocam para assistir um desenhinho, sem saber o tamanho do erro que cometem.
Abordamos primeiramente as novelas. Desde a década de 60, quando foi instituída a ditadura e a televisão começa a se difundir como meio massivo de comunicação, as novelas estão ali presentes. Naquele tempo elas eram feitas ao vivo. Antes disso porém haviam as radionovelas, que já tinham a função para a qual ela foi utilizada na ditadura brasileira: domesticar a população e ditar novos modos e novos costumes. Tudo o que é feito em uma novela é tido como modelo inconscientemente na cabeça de cada brasileiro. Já ouvi de uma atriz global a frase "na Globo até pobre acorda maquiado com uma casa maravilhosa e uma família feliz." E é justamente essa a intenção. Além disso, nos remotos tempos em que um beijo em lugar público era tido como feio, a novela foi pioneira em mostrar na TV o beijo na boca. "OH, que vergonha", era o que se dizia na época. O simples fato de aparecer na TV banalizou o beijo na boca, que se tonou normal, e hoje existe a onda dos ficantes que beijam 300 bocas numa mesma noite. Deve-se citar a questão da violência. É muito comum vermos assassinatos frios na televisão. Ao ver isso na televisão, cria-se a ideia de que isso é normal..e consequentemente ocorrem muitos assaltos, atos violentos e mortes bárbaras na sociedade, que gerarão informações a serem consumidas pelos mesmos telespectadores de novela. Primeiramente se vêem as catástrofes no Jornal Nacional, e depois se assistem crimes e barbáries na novela das nove pra termos a certeza de que isso é "normal". As novelas determinam o tipo de romance que você deverá ter, popularizam a traição e o adultério, torna comum o preconceito de classe, de raça, de credo, de opção sexual, entre outros. O fato de eles colocarem um negro num papel principal vem acompanhado certamente de um roteiro no qual ele irá roubar, por exemplo. Além disso, o final de uma novela parece ser um importante evento histórico ocorrendo no país, muitas pessoas deixam tudo de lado pela TV. A atenção despendida á TV é grande demais em comparação á que damos aos nossos entes ou à nós mesmos.
Os seriados históricos, além de tudo o que a novela faz, manipula as obras em que são baseados, e até mesmo os fatos históricos que os originam. Ficamos imaginando que foi tal e qual apareceu na novela. Quer exemplo maior para a deterioração da cultura gaúcha como "A Casa das Sete Mulheres"?
E aí entram também os filmes. São variados os gêneros nesse sentido, mas os filmes besteróis não deixam de mostrar como os adolescentes devem ser, as comédias mostram como devemos ironizar nossa próximo, os filmes de ação tornam a guerra, a morte e o derramamento de sangue fato comuns e normais, os filmes de terror nos diminui a nada e nos faz sentir medo, os "romances" moldam os romances da vida real.
E o que dizer dos programas infantis? Sempre comandado por adolescentes com roupas eróticas, induzindo as crianças á sexualidade desde cedo e incentivando também a pedofilia. Mais uma vez a tática de criar um monstro para destrui-lo depois. A Xuxa é o maior de todos os exemplos. Fez até filmes pornô antes de atuar como "rainha dos baixinhos". Tenho uma capa de LP em casa com uma pose dela muito semelhante à capa da Playboy...Ensina as crianças a atuarem como idiotas. As provas daqueles programas infantis já submetiam as crianças á idéia de sorte e azar, e induziam-as a exigirem de seus pais os brinquedos e roupas que ali eram divulgados. Os intervalos comerciais apresentam um bombardeio de produtos para essa faixa etária. Os desenhos animados apresentados posteriormente implantam nas precoces mentes dos pequenos os padrões femininos e masculinos de beleza, os padrões de romance, os padrões de ironização e subestimação do próximo, do exibicionismo, do status, a violência como algo comum e sem consequencias, os "heróis" praticando ações corruptas e se dando bem...é a isso que submetemos nossas crianças.

Independente da forma como atuam, os meios de comunicação tem por grande objetivo "normalizar" a sociedade, imbecilizando-a e a sujeitando aos seus interesses, destruindo cada vez mais a cultura original, os bons modos e bons costumes em troca de uma sociedade que não pensa, não age, totalmente perplexa, perdida e submissa, que rejeita cada vez mais quem tenta ser diferente. Saibamos nós controlar e, preferencialmente, evitar essa grande arma utilizada para nossa dominação e não nos deixemos tornar imbecis vidrados na telinha. Temos uma maravilhosa vida a viver com a televisão desligada. Obviamente que fugiremos da normalidade fazendo isso...mas quem é que quer se submeter a essa doentia sociedade normal?

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